17/08/2009
Sarau Social
"Transparência é o melhor meio para se prevenir irregularidades" afirmou Suplicy
Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp



O senador pelo PT foi o palestrante do primeiro Sarau Social organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp

Em clima descontraído, cercado de jovens empresários e pessoas envolvidas nas causas sociais, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) estreou nesta segunda-feira (17) o Sarau Social do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. A reunião, que será realizada mensalmente em parceria com o Instituto Cidadão Responsável, Informado e Atuante (CRIA), se propõe a debater assuntos do cotidiano e contar com diversas participações especiais.

Suplicy iniciou o seminário expondo seu ponto de vista em relação ao presidente do Senado Federal, José Sarney, e as acusações que o apontam como responsável por atos secretos durante sua gestão.

"Sempre fui adepto da transparência em tempo real como forma de prevenir irregularidades e dúvidas", afirmou. "Já disse ao próprio Sarney que sou a favor que ele se licencie do cargo e compareça ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para esclarecer os episódios referentes ao Instituto José Sarney, e também questões relativas aos empréstimos consignados aos seus familiares, cotas de passagens utilizadas durante sua presidência entre outros pontos passíveis de gerar dúvida", prosseguiu. "Ele não é obrigado a fazer isso, mas, licenciando, ele poderia se preparar para fazer o melhor uso do direito de defesa, que é dado a todas pessoas", explicou.

Ainda sobre o assunto, o petista disse esperar o mesmo no processo de quebra de decoro parlamentar que deve ser aberto contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que autorizou a ida de um de seus funcionários ao exterior, com a finalidade de estudar cinema na França por mais de um ano, recebendo salário e hora-extra no período.

Velhos tempos

O Sarau que teve como tema "A sociedade civil interagindo de forma mais ativa com o Congresso Nacional" possibilitou ao público pedir a Suplicy mais rebeldia no tratamento das questões públicas, como fazia há um tempo.

Questionado por um dos participantes sobre sua atuação pacífica no momento atual, em que o País assiste à impunidade em um dos órgãos mais altos da República, o senador prometeu: "Vou pensar na melhor maneira de mostrar a minha rebelião no Senado. Baterei na mesa se necessário", finalizou.

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