25/06/2009
"Não adianta fazer mais do mesmo", diz co-presidente de empresa de cosméticos
Segundo Pedro Luiz Barreiros Passos, um dos controladores da Natura, o mercado competitivo exige cada vez mais inovação nos negócios
Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp
Segundo Pedro Luiz Barreiros Passos, um dos controladores da Natura, o mercado competitivo exige cada vez mais inovação nos negócios.
Durante reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, dezenas de empresários assistiram à palestra de um dos controladores da Natura, Pedro Passos.
Reconhecida pelas atividades ligadas à sustentabilidade e o compromisso sócio ambiental, a empresa pretende usar cada vez mais a tecnologia e inovação em prol da diminuição de emissão de carbono e geração de resíduos como ferramenta para sua produção, informou Passos.
"Por exemplo, nós fazíamos o nosso sabonete como todos fazem, com massa de origem de boi. Há alguns anos, inovamos e vegetalizamos o sabonete", explicou. "Hoje, ele vem de comunidades do norte do País que fazem a extração de óleo de palma. É um trabalho que, no futuro, poderá envolver mais de mil famílias na atividade, ou seja, é uma forma de pensar na cadeia produtiva gerando benefícios de forma integrada."
De acordo com o co-presidente do Conselho, a Natura quer reduzir totalmente a emissão de carbono, mas principalmente, neutralizar a cadeia toda, do fornecedor ao consumidor.
"Queremos ser neutros até a deposição do resíduo, e para isso desenvolvemos um relatório anual para analisar o impacto", disse.
"Não adianta fazer mais do mesmo, tem que inovar no empreendimento. Os jovens que estão iniciando seus negócios precisam, acima de tudo, ter propósito", enfatizou.
Visibilidade internacional
A Natura nasceu em 1969 e, em 2004, decidiu abrir capital, tornando-se uma empresa pública com 25% da participação. "Foi um movimento muito importante e uma ótima captura de valor para os acionistas, mas também criou uma outra empresa com visibilidade internacional", contou Passos.
Atualmente, a empresa conta com 850 mil consultoras, das quais cerca de 10% encontram-se fora do Brasil. O investimento em pesquisa e desenvolvimento é relevante, com mais de R$100 milhões. O investimento em responsabilidade social coorporativa é de R$ 55 milhões.
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